sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

É sempre bom lembrar: Somos Únicos!

É impressionate a necessidade que as pessoas têm de autoafirmar-se num grupo social ou num contexto profissional e emocional.
Não que isso seja ruim, penso até que seja algo saudável na medida em que todos nós necessitamos compreender a nossa identidade. E, justamente nessa busca pelo que o faria diferente dos outros indivíduos, dando-lhe uma pintura única, feito raro quadro pintado pelo Criador, é que os homens se perdem no seu orgulho e na sua prepotência.
Esse texto é muito interessante, e cabe aqui, valiosos questionamentos, mesmo como subsídio para um trabalho reflexivo àqueles que gerenciam grupos de pessoas.
Meu abraço e luz em nossas vidas
Abelha de Gibran





A Unicidade do Ser Humano


"Cada um de nós tem o seu próprio poder. Desenvolver nossos talentos e nossa potencialidade nos mostra a capacidade humana de superação" A autoconfiança, ao contrário do que muitos pensam, não é ser maior ou melhor do que as outras pessoas. Não tem nada a ver com arrogância ou superioridade. É saber que cada um de nós tem um núcleo de força interior que nos permite enfrentar situações difíceis e nos torna aptos a viver. Autoconfiança é tomar posse de si mesmo, independentemente de nossas qualidades ou defeitos. É tomar consciência de nossa singularidade, de nossa individualidade, do nosso querer, da nossa vida. A autoconfiança se desenvolve a partir do nosso crescimento. Cada um de nós tem o seu próprio poder. Desenvolver nossos talentos, nossa potencialidade, além de nos fazer felizes, nos mostra a capacidade humana de superação. Do ponto de vista cultural, fomos minados na nossa autoconfiança desde cedo. As críticas constantes, a ênfase em nossos pontos fracos nos tornaram pessoas frágeis, medrosas e tendentes à sensação de fracasso. Nós nos sentimos de acordo com o que pensamos de nós mesmos. O diálogo interno de autocensura, de muita exigência nos torna tímidos, recuados diante da vida e propensos à tristeza quando o mundo não nos atende da maneira que gostaríamos ou quando as dificuldades da vida aparecem. Não são poucas as pessoas que falam mal de si próprias: - Não vou dar conta, sou muito fraco, não tenho força de vontade, tenho um gênio difícil, não consigo nada que quero. A autoconfiança é como uma bateria para o carro. Quando está bem carregada, o carro funciona bem. Quando está com pouca carga, o carro engasga ou não funciona direito. De que maneira podemos carregar ou descarregar a nossa bateria vital, nosso entusiasmo? Há alguns mecanismos que corroem nossa autoconfiança. O primeiro deles é nossa constante frustração. Idealizamos o mundo e as pessoas. Enchemos nossa cabeça com um monte de "deverias" e nos irritamos quando as pessoas, nós e as coisas não são como deveriam ser. A culpa constante por nossos erros, a sensação de ofendidos, magoados, humilhados e incompreendidos é a conseqüência do nosso perfeccionismo. Outro mecanismo, conseqüência do primeiro, é a autopiedade. Quantas vezes sentimos pena de nós mesmos. A autopiedade é o poder dos indefesos. É um mecanismo que, além de culpar os outros, descarrega nossa força vital e nos faz desanimados e, em grau mais intenso, deprimidos. A postura da vítima, sempre se queixando do mundo, o pessimismo de quem só vê o lado escuro dos fatos, para quem nada está bom, é característica das pessoas que, ao se sentirem fracas, querem se compensar apontando as falhas do mundo. Outro ladrão da autoconfiança é a indecisão crônica. O medo de errar nos paralisa e nos impede de arriscar. Muitos de nós temos apenas um critério de funcionamento: o certo e o errado. Estamos na vida para viver ou para não errar? O erro é a saída fora de um padrão determinado. Nunca será possível passarmos nossa vida sem cometer erros. Aprender com os erros é muito mais saudável do que nos esforçarmos para jamais errar. O medo da crítica, querer agradar sempre, a necessidade de aprovação nos oprime e nos leva à indecisão. A comparação com as outras pessoas é outra forma de perdermos nossa autoconfiança. Sempre haverá pessoas melhores e piores do que nós. Não estamos no mundo para sermos mais ou menos do que alguém, mas para sermos cada vez melhores do que somos. Desenvolver e cuidar da nossa alegria, aceitar o fato de sermos únicos, perdoar-se constantemente pelas falhas, ter um desejo genuíno de melhorar a cada dia, aumentar a capacidade de se amar e amar os outros é o único caminho de conexão com nosso poder interior, nossa autoconfiança. Todos podemos desabrochar aquilo que somos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Uma flor Rara


"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã..."





Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe pagava muitíssimo bem, uma família unida.O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em algumas áreas.Se o trabalho lhe consumia muito tempo, ela tirava dos filhos,se surgiam problemas, ela deixava de lado o marido...
E assim, as pessoas que ela amava eram sempre deixadas para depois.Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito cara e raríssima, da qual havia um apenas exemplar em todo o mundo.
E disse à ela: - Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina! Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, ás vezes conversar um pouquinho com ela, e ela te dará em troca esse perfume maravilhoso e essas lindas flores.
A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual.Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor. Ela chegava em casa,olhava a flor e as flores ainda estavam, lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas.Então ela passava direto. Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu.Ela chegou em casa e levou um susto!Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores caídas e suas folhas amarelas.
A jovem chorou muito, e contou a seu pai o que havia acontecido. Seu pai então respondeu:
- Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te dar outra flor,porque não existe outra igual a essa, ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que o Senhor te deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre florida, sempre perfumada, e se esqueceu de cuidar dela.
Cuide das pessoas que você ama!
E você? Tem cuidado das bênçãos que Deus tem lhe dado?
Lembre-se da flor, pois como ela são as bênçãos do Senhor: Ele nos dá, mas nós é que temos que cuidar delas.